quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Tite promete força máxima na reta final do Brasileirão


A lesão do atacante Emerson pouco tempo antes do Mundial de Clubes não assusta o treinador Tite. Ele ainda confirmou que usará, nas seis rodadas restantes do Brasileirão, força máxima, ou seja, não poupará jogadores titulares, visando o Mundial de Clubes. Quanto ao risco de perder jogadores por lesão, Tite disse que esse é um risco que ele precisa correr.

Contra o Cruzeiro, Alessandro e Fábio Santos estão liberados. Contra o Bahia, no final de semana, é a vez de Ralf e Paulinho descansaram. No entanto, Tite afirma que esses foram os últimos jogadores a receber folga. Mesmo tendo atingido uma posição de segurança na tabela do Brasileirão, o treinador usará as últimas partidas para acertar os últimos detalhes para a competição da Fifa, em dezembro.

"Apressamos o processo para atingir a zona de segurança no Brasileiro, mas para acionar o gatilho de preparação para o Mundial. Se deixar de competir vai perder o jogo. É inevitável alguém machucar, é do jogo. Se tirar o pé, treinar sem intensidade, inevitavelmente vai perder. Se não competir, perde. Se não treinar com intensidade, perde. Corro risco de perder atleta? Tenho de pagar o preço", disse.

"Agora é momento de dar folgas, para esses três jogos (Portuguesa, Cruzeiro e Bahia). Para ter, nos últimos seis, cobrança, exigência e todo o plantel à disposição. Essas situações pontuais acabaram agora. Vamos ter um volume de trabalho. Os últimos seis jogos são para crescer na tabela, dar ritmo, entrosamento, intensidade. E correr risco de machucar... Não dá para tirar o pé", completou o comandante.

No jogo contra a Portuguesa, Sheik sofreu uma lesão e foi detectado um estiramento no ligamento colateral medial do joelho direito que tira Emerson de combate até a segunda metade de novembro. "Por isso preparamos toda a equipe. E se (a lesão) fosse no último jogo antes do Mundial? Acidentes são inevitáveis. Acontece, às vezes até nos treinamentos. O que procuro é dar as melhores condições de intensidade nos trabalhos de cada um. Não tem dois caminhos. Pedir para tirar o pé foge de tudo que já trabalhamos até hoje", disse Tite.
 

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